A rã coquí: significado, simbolismo e a joia que carrega a sua canção
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Não se vê o coquí. Ouve-se.
Um chamado de duas notas — co-quí, co-quí — que sobe das árvores ao entardecer. Se já passou uma noite em Porto Rico, sabe: é a última coisa que ouve antes de adormecer, e a primeira que lhe recorda onde está quando acorda. É isso que significa o coquí. Não uma rã. Um sentimento. O som de casa.
Como se tornou um símbolo
O coquí é minusculo — apenas 4 centímetros. E no entanto aparece em murais, tatuagens, pendentes, bandeiras. Porque o que carrega não é o seu tamanho, mas a sua voz.
Existe uma lenda que diz que o coquí só canta em solo porto-riquenho. Arranque-o dali, e emudece. Verdadeira ou não, essa imagem é poderosa o suficiente para atravessar gerações: uma criatura cujo canto pertence a um só lugar, carregada na memória de todos os que tiveram de deixar esse lugar.
Não um símbolo de força. Um símbolo de pertença. O tipo silencioso que nunca nos abandona verdadeiramente.
O que o coquí carrega
Para a comunidade porto-riquenha que vive na Europa — em Berlim, em Bruxelas, em Amesterdão — o coquí resume um sentimento difícil de nomear de outra forma. A sensação de carregar dentro de si um som natal. De saber exatamente quem se é, por muito longe que se esteja da ilha.
Não é nostalgia. É identidade. O tipo silencioso e tenaz que sobrevive ao desenraizamento, à distância e às décadas sem se apagar.

O coquí em Entre Mundos
Entre Mundos não foi criado com uma estratégia. Foi criado com uma emoção.
Através de anos em pistas de salsa, noites de bachata e uma comunidade em Bruxelas que trouxe o calor latino ao coração da Europa. Através de uma música que tocava pessoas que nunca tinham pisado a América Latina mas que entendiam algo de essencial nela. E depois através de discursos — palavras sobre a pátria, o amor, o orgulho, a ideia de que a América não é um país mas um continente inteiro de histórias e pertença.
Algo de tudo isso ficou.
Não politicamente. Emocionalmente.
Entre Mundos foi concebido por Shirley Pouillard — fundadora da OROSENDA — como uma ponte simbólica entre a Europa e o Continente Americano. Entre o movimento e a memória. Entre os mundos que algumas pessoas carregam simultaneamente, tenham ou não escolhido isso.
O coquí era o símbolo natural para isso. Porque a sua história não é apenas porto-riquenha. O sentimento que lhe está subjacente — carregar dentro de si um som, um lugar, uma sensação de casa, onde quer que se vá — é algo que muitos reconhecem, de muitas origens diferentes.
O pendente
O pendente Entre Mundos é construído em torno de um coração aberto. Não fechado. Aberto — porque se move. Porque o ritmo o atravessa. Porque o amor, a música e a emoção não são coisas estáticas, e as joias que as carregam também não o devem ser.
No centro do coração há uma topazita natural London Blue. Azul — a cor do Atlântico que separa dois continentes, e a cor da bandeira europeia: o mundo deixado para trás e o mundo vivido, reunidos numa só pedra.
A rã coquí encontra-se na base do coração, virada para fora. A inscrição — uma frase privada escolhida pela cápsula, não por quem a usa — está gravada ao contrário, contra a pele. Alguns carregam Más amor, menos odio. Outros carregam palavras em línguas que talvez ainda não fale. A frase que o encontra faz parte da peça.
O pendente é em prata de lei 925 banhada a ouro 18K, com detalhes em esmalte vermelho e branco. É usado numa corrente rolo banhada a ouro de 45 cm — posicionada logo abaixo da clavícula. Desenhado pela OROSENDA e produzido em colaboração com um dos nossos parceiros ateliê.
Como usar
O pendente é intencionalmente discreto. Não se anuncia. É o tipo de peça que se nota quando alguém se aproxima — e sobre a qual se pergunta então a origem. Essa pergunta é o início de uma conversa sobre identidade, cultura e o que significa carregar mais de um mundo dentro de si.
Use com um decote simples para o máximo impacto. O tom dourado quente combina bem com tons de terra, creme e vermelhos profundos.
Entre mundos, un solo corazón. Entre mundos — um só coração.
Escrito por Shirley Pouillard, Fundadora da OROSENDA.